sexta-feira, 20 de maio de 2011

Morador de Rua - Um Problema Mundial



Morador de Rua - Um Problema Mundial
A Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, Unece, e o governo da Noruega concluíram, ha dois anos, um workshop para discutir a situação dos moradores de rua no continente.
No evento, realizado em Oslo, capital da Noruega, especialistas recomendaram a criação de medidas preventivas paa resolver o problema de pessoas que são obrigadas a morar nas ruas pela primeira vez.
O evento também discutiu como reintegrar os sem-teto à sociedade.
De acordo com as Nações Unidas, milhares de pessoas estão vivendo nas ruas nos países escandinavos. Já no oeste do continente, Itália, França e Grã-Bretanha concentram dezenas de milhares de sem-teto.
A Comissão Econômica da ONU para a Europa informou que milhões de pessoas estão na mesma situação na Rússia, na Europa Oriental, no Cáucaso e na Ásia Central.
Em muitos países europeus, moradores de rua vendem revistas para gerar uma pequena renda. A exemplo da revista britânica "Big Issue", vendida pelos sem-teto nas ruas de Londres, o missionário francês Henrique da Trindade lançou a ideia em Salvador, e diz já ter tirado centenas de pessoas da rua com o jornal "Aurora da Rua".

Policia Argentina


A Policía Federal Argentina (PFA) é uma força policial nacional e polícia federal da Argentina, com destacamentos em todas as províncias do país, com uma jurisdição e organização semelhantes às da Polícia Federal do Brasil. Por conta disto, a maior parte do trabalho policial de rotina é feito pelas polícias provinciais (equivalente às polícias estaduais no Brasil), com exceção da capital federal, Buenos Aires, onde a PFA também assumia o papel de polícia local. Porem, aos poucos, ela vem sendo substituída por uma nova força policial de ciclo completo: a Polícia Metropolitana de Buenos Aires.
A história desta força policial começa em 1580 e divide-se em três etapas. A primeira, inclui a Policía de Buenos Aires, dos primeiros três séculos até 1880. A segunda etapa (1880-1943) corresponde à Policía de la Capital, e a última, até o presente, é a PFA (desde 1943).

Policia Londrina



A Polícia Metropolitana de Londres (em inglês, Metropolitan Police Service, MPS), também conhecido como Met [1] é a força responsável pelo policiamento de toda a Grande Londres, com exceção da "Square Mile" - a área da City, que possui sua própria força policial, a City of London Police[2].

A sede da Met fica no prédio da New Scotland Yard, na região administrativa de Westminster. Além da Met e da City of London Police, a Grande Londres conta também com a British Transport Police, responsável pelo policiamento dos sistemas de trem e metrô (London Underground, Tramlink e Docklands Light Railway).

O chefe da Polícia Metropolitana de Londres é o Comissário de Polícia da Metrópole (geralmente chamado de Comissário). O cargo foi ocupado pela primeira vez por Sir Charles Rowan e por Sir Richard Mayne, conjuntamente.

Polícia Uruguaia





Polícia Uruguaia
A Polícia Nacional do Uruguai (Policía Nacional) é a instituição policial do país criada em 18 de dezembro de 1831, constituída de servidores civis, com atribuição completa de polícia, nas áreas de polícia judiciária, polícia ostensiva e polícia administrativa.
As Chefaturas de Polícia de cada Departamento, têm por atribuição a manutenção da ordem pública, a prevenção dos delitos e a defesa dos direitos humanos, de acordo com os dispositivos da Lei Orgânica Policial.
Montevidéu conta com a maior Chefatura de Polícia da nação, com 7.670 policiais, na proporção de 2,93 policiais por habitante e 8,40 por quilômetro quadrado, empregados na segurança da cidade, manutenção da ordem pública e investigação de crimes, distribuídos pelas seguintes repartições:

Polícia Israelense



Polícia de Israel
A Polícia de Israel (Hebreu: משטרת ישראל‎, Mishteret Yisrael) é uma corporação civil do Estado de Israel, subordinada ao Ministério da Segurança Interna (Ministry of Internal Security) e dirigida pelo Inspetor Geral da Polícia, em conformidade com o Regulamento policial de 1971.
A Central de Polícia de Israel (ou quartel general) está localizada em Jerusalem e tem sob a sua direção os distritos, as regiões e as estações (police stations), reponsáveis pela realização do trabalho policial nas suas determinadas áreas.
A Polícia de Israel está dividida em seis distritos territoriais: Central District, Southern District, Northern District, Judeia & Samaria District, Tel Aviv District e Jerusalem District, que têm como sub unidades as regiões e as estações de polícia, todas desenvolvendo, de acordo com a respectiva competência, os serviços básicos de polícia em suas jurisdições.

Corpo Nacional de Polícia (Espanha)


O CNP tem a sua origem na Polícia Geral do Reino, organização criada pelo Decreto Real de 1824, de Fernando VII, com a finalidade de dotar as cidades espanholas de uma estrutura moderna de segurança.
Era dirigida por um magistrado denominado Superintendente Geral e atuava na cidade de Madri através de comissariados distritais, localizados em áreas de importância determinadas pelo regulamento policial.
Nas províncias, a direção cabia aos intendentes provinciais, que se reportavam ao Intendente Geral; o seu território passou a ser dividido em subdelegacias. Essa organização influenciou a atual estrutura policial, na qual são mantidos os comissariados locais e provinciais.
No mesmo decreto real estava estabelecida a dupla função da polícia moderna, prevendo as atribuições de polícia judiciária e a de garantidora da segurança e bem estar da população através da execução dos serviços policiais pertinentes.
A Constituição Espanhola de 1978 veio reafirmar a existência dessa corporação, passando a denominá-la de Corpo Nacional de Polícia, com a missão básica de "proteger o exercício dos direitos e liberdades e garantir a segurança cidadã".
Com base nessa disposição constitucional foi promulgada em 13 de março de 1986 a Lei Orgânica das Forças e Corpos de Segurança, efetivando o CNP mediante a unificação dos antigos Corpo de Polícia Nacional (de polícia judiciária) e do Corpo Superior de Polícia (de polícia uniformizada).
Desse modo, uniu-se na mesma instituição corporações que realizavam funcões semelhantes ou complementares e procurou-se solucionar questões de coordenação e comando, tudo em prol do melhor aproveitamento do serviço.

Polizia di Stato - Itália





Polizia di Stato
A Polizia di Stato ( Polícia Estadual ou PS) é um dos nacionais de polícia forças da Itália .
É a principal força policial para a prestação de funções de polícia e também é responsável pelo patrulhamento das auto-estradas ( autostrade ), as ferrovias (ferrovie), aeroportos (aeroporti), costumes (juntamente com a Guardia di Finanza ), bem como determinadas vias navegáveis, e assistir a as forças policiais locais.
Era uma força militar até 1981, quando, com o italiano a Lei Estadual 121, tornou-se uma força civil, [1] , em contraste com outras forças policiais principal da Itália, a Arma dei Carabinieri , que é um policial militar ( gendarmerie ) Força [ 2] [3] e da Guardia di Finanza , a polícia aduaneira italiana e protecção das fronteiras, que também cai na categoria de corpos militares. [4]
A Polizia di Stato é a Polícia Municipal italiana principal para a manutenção da segurança pública, uma vez que é executado diretamente a partir do Dipartimento della Pubblica Sicurezza (Departamento de Segurança Pública), e à manutenção da ordem pública (ordine pubblico).


Polícia no Egito - Organização Nacional

Montado oficial do Turismo e Antiguidades da polícia na pirâmide curvada no Cairo
O Ministério do Interior divide as funções de polícia e segurança pública entre os quatro vice-ministros do Interior, enquanto o ministro do Interior manteve-se a responsabilidade pela segurança do Estado (El Mukhabarat ). [1] investigações e organização geral.
Há quatro Vice-Ministros:
• Segurança Pública, responsável pela segurança pública (inc Polícia Municipal ), de viagem, imigração , passaportes , porta de segurança e investigação criminal .
• Polícia Especial responsável pela administração penitenciária, a Central das Forças de Segurança , da defesa civil , transporte, polícia, as comunicações de polícia, polícia de trânsito , e do Turismo e Antiguidades da Polícia.
• Assuntos de Pessoal foi responsável pelo treinamento da polícia instituições, questões de pessoal para os funcionários policiais e civis, e os policiais da Associação de Esportes.
• Administração e Finanças responsável pela administração geral, orçamentos, suprimentos e questões jurídicas.
Organização Regional
Em cada um o Governadoratos do Egito (Muhafazah sing.;. pl, Muhafazat), o presidencialmente nomeado governador e diretor do comando da polícia todos os policiais e manter a ordem pública. O governador eo diretor do relatório da polícia para o Ministério do Interior sobre todas as questões de segurança. O governador se reporta diretamente ao ministro ou um deputado, enquanto o diretor de relatórios da polícia através de canais regulares da polícia. Na governadoria do subdivisões existem comandantes da polícia do distrito com a autoridade e as funções que eram semelhantes ao diretor a nível governadoria.
A polícia urbana têm instalações mais modernas e equipamentos, como computadores e equipamentos de comunicações, enquanto os menores de polícia da aldeia mais remota de instalações e equipamentos menos sofisticados. A polícia ficou cada vez mais motorizado e agora é raro ver um policial em patrulha a pé, exceto no centro da cidade ou vila, e depois raramente sozinha. Um número crescente de centros urbanos da polícia de bicicleta unidades são utilizadas para proporcionar uma resposta rápida em áreas congestionadas, zonas pedonais e parques, bem como a realização de patrulhas .
Formação
Quase todos os funcionários comissionados foram graduados da Academia de Polícia, no Cairo, onde a polícia teve que completar um curso de três meses na faculdade. O Colégio da Polícia é uma instituição moderna, equipada com laboratórios e treinamento físico. A polícia também enviou alguns oficiais para a escolarização no exterior.
O Colégio da Polícia oferece um programa de dois anos que inclui: administração de segurança, investigação criminal , exercícios militares , a defesa civil, combate a incêndio , medicina legal , as comunicações, a criptologia , primeiros socorros , sociologia , anatomia , e línguas estrangeiras ( Francês e Inglês ). Também estão incluídas: a orientação política, relações públicas e assuntos militares (como as de infantaria e cavalaria de formação), tiro , liderança e exercícios de campo. Graduados receberá um bacharel do grau de estudos de polícia e são comissionados tenentes primeiro .
A formação avançada oficial foi dado na faculdade de o Instituto de Altos Estudos de Polícia, a conclusão de que era necessária para o avanço além do posto de tenente-coronel . curso de três meses da faculdade de praças é realizado em um ambiente militar, mas enfatiza métodos e técnicas policiais.

Policia Francesa


Polícia na França
Na França, não existe propriamente uma unidade específica de polícia militar. As missões habitualmente atribuídas áquele tipo de unidades são desempenhadas pela Gendarmerie nationale, as quais se acrescem às suas missões civis como uma das componentes do sistema de ordem pública do país. A Gendarmarie tem a particularidade de ser um ramo das Forças Armadas Francesas (dependendo para o efeito do Ministério da Defesa), mas de ter também poderes de polícia judiciária (sob o controlo do Ministério da Justiça).
A excepção é a Legião Estrangeira, cujas unidades dispõem de destacamentos de polícia militar encarregues da manutenção da ordem interna e da disciplina no seu seio. Os seus membros são identificados pelo uso de um braçal verde e vermelho com a inscrição "PM" em letras brancas.
As funções de polícia militar da Gendarmerie são desempenhadas por algumas das suas formações especializadas. Assim, a Gendarmerie de l'air (Gendarmaria do Ar) atua como polícia militar nas bases aéreas e a Gendarmerie maritime (Gendarmaria Marítima) atua como polícia militar nas bases navais, além de atuar como guarda costeira. Já a Gendarmerie prévôtale (Gendarmaria de Preboste) assume a função de polícia militar junto das unidades das Forças Armadas Francesas em campanha e nas bases militares situadas no exterior do país.
Em tempo de paz, a Gendarmerie está encarregada de velar pela aplicação das leis e dos regulamentos no seio das unidades fora do território nacional francês. Tem autoridade para realizar inquéritos policiais relativos a todas as infrações ao direito civil ou penal que ponham em causa um militar francês.
Em tempo de guerra ou de crise, além das missões anteriores, também desempenha as missões de polícia judiciária nos teatros de operações, as de escolta de personalidades importantes e, pontualmente, as de segurança de instalações.
A França é o único país da Aliança Atlântica que não assinou o STANAG 2085 relativo às polícias militares, em virtude da diferença existente entre preboste (polícia judiciária militar) e polícia militar (segurança das instalações e do pessoal, guarda de prisioneiros e apoio à circulação).
Em matéria de segurança militar, as Forças Armadas Francesas dispõem também da Direction de la protection e de la sécurité de la défense (DPSD, Direção da Proteção e da Segurança da Defesa) - antigamente designada "Sécurité militaire" - que tem como missão velar pela segurança dos militares e das informações.
Na França, as funções de controlo do tráfego rodoviário militar - que noutros países são confiadas à polícia militar - são desempenhadas pelos regimentos de circulação rodoviária da Arma do Trem do Exército de Terra Francês.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Duro Coração


Duro Coração
Policiais são treinados para todos os eventos que afetem a Ordem Pública, inclusive os causados por desastres naturais, como as chuvas que afetaram a região Serrana. Mais, achamos que nunca seremos acionados para tal missão e quando isso ocorre e nos deparamos com vidas dilaceradas pelas chuvas, que perderam tudo, TUDO! Temos que ter um pouco de psicologia, para confortar, consolar nosso povo.
Mas, muito mais gratificante é salvar uma criança em meio a lama, presa dentro de casa em com a porta travada pela pelos entulhos.
Não existe coração que resista!

domingo, 24 de outubro de 2010

Will Ribeiro Mais que Vencedor



Will Ribeiro – ex-atleta do WEC – sofreu acidente de motocicleta em dezembro de 2008 e teve sequelas no cérebro que até hoje exigem cuidados especiais. Na época, muitos disseram que o lutador estaria definitivamente acabado para o esporte mas Will tem lutado bravamente para derrotar os problemas de saúde.

Em primeira mão ao blog Mano a Mano, o atleta compartilhou mensagem de seu médico, o Dr. Edelto Antunes, especialista em cirurgias cranianas. Will Acredita na possibilidade de realizar o maior sonho de sua vida: voltar aos ringues! Confira o teor do e-mail na íntegra.

“Nós estamos esperando a aprovação e liberação da ANVISA para que cirurgias como a que faremos no Will possam ser realizadas aqui no Brasil e no mundo, se Deus quiser.

Já há dez, quase 11 anos, eu venho realizando cirurgias e ajudando a desenvolver técnicas e materiais para a correção de defeitos ósseos complexos do crânio e da face.

Sempre tive as devidas liberações para atuar como cirurgião e pesquisador nesse campo da pesquisa.

Atualmente, por exigências de padrões internacionais e do governo brasileiro (ANVISA), estamos tendo que nos adequarmos às novas regras para que tudo isso seja também conhecido e aceito no Brasil e também no mundo.

Por isso, não podemos nos antecipar a essas exigências / liberações e operarmos já os nossos pacientes, sob pena e risco de invalidarmos todo o processo.

Para você ter uma idéia, a prótese e todo o material da cirurgia do Will já estão prontos há + três meses. E não só dele, de outros também.

Com o cumprimento dessas novas etapas junto ao Governo, estaremos prontos e liberados para realizarmos as cirurgias e iniciarmos o treinamento de outros grupos”.

“Eles (médicos) me disseram o seguinte: que a prótese é de material rígido, feita de silicone, e que será colocada na caixa craniana. Minha cabeça vai ficar normal como antes, vai aguentar tudo como antes. Serei o primeiro paciente do Rio de Janeiro a receber esse tipo de prótese. Minha cabeça ficará nova, pronta para outra” comentou Will Ribeiro, bem humorado como sempre apesar das adversidades.

A fera segue em tratamento fisioterápico e tem atuado como árbitro de combates de MMA, atividade que o mantém próximo ao esporte que ama e no qual pretende voltar a brilhar um dia.

A grande notícia é que o valoroso atleta foi convidado a dar aulas de boxe no BOPE do Rio de Janeiro. O convite foi feito pelo Capitão Ivan Blas, que vê em Will um excelente instrutor para a corporação militar de repressão ao crime.

“Nunca vi um atleta como ele no Shooto, preciso e guerreiro. Sou fã dele” disse o oficial da PM-RJ.

Wanderlei Silva e Michael Costa compraram a briga e trabalham em uma campanha com a parceria de uma revista americana para arrecadar fundos para ajudar na reabilitação de Will, que emocionado, comentou:

“O Michael Costa doou uma bermuda de luta para ser leiloada. Ele e o Wanderlei vão tentar fazer a campanha para me ajudar. O Wanderlei é um cara muito bacana. Não imaginava que ele fosse tão gente boa assim. O cara nem me conhece e está fazendo isso por mim”.

Caso você queira colaborar com o tratamento, aquisição de remédios, transporte e demais despesas destinadas à recuperação do lutador, faça seu depósito na conta a seguir detalhada.

Nome: Will Marco Pessoa Ribeiro
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0201
Conta Poupança: 01300006328-7
Fone (rádio): (21) 7889-7776 begin_of_the_skype_highlighting (21) 7889-7776

Por Eduardo Cruz, repórter

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos


A reportagem sobre o processo de pacificação do Morro do Borel, na Tijuca, foi publicada no dia 06 de junho | Foto: Reprodução
Um morador da favela, sua vizinha no asfalto, duas irmãs adolescentes da comunidade e um sargento do Bope receberam cadernos para escrever, com suas próprias palavras, as impressões sobre a nova rotina de paz. Nos relatos, histórias traumáticas ocorridas quando a região era dominada pela violência e as mudanças percebidas após a ocupação para a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

domingo, 17 de outubro de 2010

A Bandeira do Brasil - Morro dos Macacos


O que eu vi e escutei fotografando o Cabo Muniz cavando o buraco para colocar o mastro que horas mais tarde seria palco para autoridades, jornalistas, foi muito mais que uma frase motivacional. Com autoridade de Pai, Policial, Cidadão de Bem, Muniz ensinava e orientava cada criança que queria estar perto de um policial do BOPE em mais uma das versatilidades dos Homens de Preto, “cavando um buraco”, não um simples buraco, mais o que sustentaria a Bandeira do nosso País.
O cabo Muniz não esperou os Sociólogos, ONGs ou qualquer outra pessoa ou instituição de bem. Muniz enquanto cavava, orientava as crianças, que com muita expectativa o escutava e recordo-me bem da seguinte frase, “Se vocês escutarem as pessoas de bem vocês serão do “BEM” e perguntou: Quem que ser do “BEM”? Quando todos começaram a gritar em bom tom “EUEUEUEUEUEUEUEUEUEU”.
Força e Honra! Muniz.
Parabéns!

sábado, 16 de outubro de 2010

Morro dos Macacos

Matéria Jornal O Globo


O clima de paz no Morro dos Macacos contrasta com domínio do tráfico no Engenho Novo

RIO - Divididos por uma área de mata e pedras, moradores do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, e dos morros de São João, do Quieto e da Matriz, no Engenho Novo, vivem realidades distintas. Enquanto na primeira favela se festeja a ocupação pela PM, para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) , nas outras comunidades a rotina ainda é de medo, por causa do domínio pelo tráfico. Mas essa rotina pode estar com os dias contados: o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que a paz chegará também para os morros do Engenho Novo nas próximas semanas.

Um dia depois de o Bope ter ocupado os Macacos, Beltrame foi ao local e, numa área no alto do morro onde existe uma cruz, hasteou as bandeiras do Brasil e do Bope. Acompanhado de crianças, o secretário disse que achou ser o momento certo de visitar a comunidade.

- Era a melhor resposta que poderíamos dar ao incidente triste do helicóptero, neste local onde tivemos três policiais chacinados tentando salvar a vida das pessoas - afirmou ele, referindo-se ao helicóptero da PM derrubado a tiros por traficantes em outubro de 2009. - Eu disse que não íamos nos pautar por achismos e notícias tristes. Tínhamos que fazer um trabalho neste local, mas com planejamento.

No local onde antes funcionava o "microondas" do tráfico - inimigos eram queimados vivos ali -, policiais do Bope montaram acampamento e instalaram o trailer de comando.

- É bom ver tudo pacificado daqui de cima, mas temos muito ainda que fazer. Vejo essas comunidades pacificadas, mas ainda tenho uma angústia maior, de fazer as coisas com qualidade - disse o secretário no alto do morro, de onde se pode observar boa parte das favelas da Grande Tijuca.

Empresas de TV a cabo oferecem serviços
Apesar de já ter anunciado que a próxima UPP beneficiará os morros de São João, da Matriz e do Quieto, Beltrame não quis adiantar onde ela será instalada. Um policial, no entanto, disse que, pelo andar das investigações e do planejamento, a polícia deverá ocupar a Mangueira. Segundo ele, só falta essa comunidade para fechar o cinturão de segurança em torno do Maracanã, onde acontecerão jogos da Copa do Mundo de 2014.

Durante todo o dia de sexta-feira, enquanto PMs do Bope vasculhavam vielas em busca de armas e drogas, moradores circulavam tranquilamente, sem medo de confrontos. Durante o patrulhamento, os policiais apreenderam, numa espécie de santuário, um troféu do tráfico, que comemorava um ano da tomada do controle da venda de drogas no Morro da Mineira, no Catumbi.
Com o início da pacificação, empresas de TV a cabo subiram a favela para oferecer o serviço. A tranquilidade no morro, que já foi um dos mais violentos da Zona Norte, levou também a vendedora de cosméticos Joyce Daiana Rufino, de 23 anos, a ter um gesto inusitado: ela ofereceu seus produtos aos policiais do Bope.

- Sempre subi até aqui para vender meus produtos. Já que agora a comunidade está calma, por que não oferecer meus perfumes aos policiais? Eles também gostam - disse ela ao lado de um caveirão.

No alto do morro, crianças, desembaraçadas, fizeram logo amizade com os homens do Bope e usaram o caveirão como brinquedo. Um menino entrou no carro blindado, que sempre foi temido nas comunidades.

- Sempre vi o caveirão e queria saber o que tem dentro. Agora eu vi que não tem fantasma, nem alma penada. Os caras são legais - disse ele, olhando pelas seteiras (buracos por onde os policiais apontam os fuzis) do blindado.

No asfalto, o clima também era de comemoração . Ana Tinelli, presidente da Associação de Moradores de Vila Isabel, descreveu o dia de sexta-feira como tranquilo, com escolas e comércio funcionando normalmente, sem barulho de tiros. Ela lembrou que, quando o helicóptero da PM foi derrubado, sua filha não conseguiu voltar para casa:

- Ela teve que dormir na casa de conhecidos no Méier. Esse tipo de problema não teremos mais. Agora, ocupar a favela não basta para resolver toda a questão que envolve a criminalidade. É fundamental mostrar a importância do estudo e dar oportunidade de trabalho aos jovens do morro. Senão, a violência vai parar nas ruas.

Um comerciante da Rua Torres Homem também disse que a expectativa é boa. No entanto, o medo de que a situação não seja definitiva fez com que ele preferisse não se identificar.

Já moradores do Engenho Novo compartilham a esperança de dias mais tranquilos, mas ainda temem conflitos entre traficantes dos morros do Quieto, da Matriz e de São João. Aroldo Timóteo, que mora perto do Colégio Pedro II no bairro, aguarda ansioso a chegada da UPP. Há cerca de um mês, ao varrer o terraço de sua casa, encontrou um projétil.

- Não havendo mais tiroteio, evitaremos acidentes com balas perdidas - disse Timóteo, ressaltando que, além de vidas, há outras perdas com as frequentes guerras entre quadrilhas dos morros da região. - Um supermercado fechou, assim como duas agências bancárias e duas dos Correios que havia na Rua Barão do Bom Retiro, por causa da falta de segurança.

De acordo com ele, só o anúncio de que a região ia receber uma UPP ainda este ano já elevou o valor dos imóveis do bairro em cerca de 30% a 40%. Na Rua Araújo Leitão, uma aposentada que prefere não se identificar também está ansiosa pela pacificação das favelas da região. Ela disse esperar que a polícia patrulhe o asfalto também, para evitar assaltos nas ruas.

- Esta semana, uma moradora levou um tiro na perna quando se aproximava de casa. Esse caso foi de bala perdida, provavelmente vinda das comunidades do entorno - disse.

Um porteiro da mesma rua contou que os fundos do prédio no qual trabalha tem marcas de tiros. Além disso, uma bala foi encontrada na área da piscina. Ele disse que os moradores sentem muito medo e aprovam a chegada da UPP, embora temam que essa seja uma ação visando apenas aos eventos esportivos, a Copa do Mundo e às Olimpíadas, e que não haja continuidade.

Publicada em 15/10/2010 às 23h26m
Ana Cláudia Costa e Renata Leite
O Globo


http://oglobo.globo.com/rio/video/2010/20553/

sábado, 9 de outubro de 2010

Tropa de Elite II


TROPA DE ELITE II , ficção ou realidade?
Com o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa, sobretudo do
cinema, TV e vídeo, a imagem acabou por se tornar um elemento central na vida dos
homens, como também um importante veículo de registro e difusão do conhecimento na
sociedade atual. A linguagem audiovisual também tem exercido expressiva
influência cultural nos dias de hoje, devido os efeitos que ela produz ao
criar uma nova sensibilidade, novos valores, idéias e comportamentos.

Estas mudanças sociais e culturais criaram a necessidade de repensarmos a educação com base em novos valores e lançar mão de novas fontes e metodologias na transmissão do saber.
O filme é visto, por alguns educadores, como um aliado na sala de
aula. Considera-se que ele enriquece o ensino por permitir um contato com o “REAL”.

domingo, 26 de setembro de 2010

Tropa de Elite com a Câmera na mão


Policiais usam câmeras para registrar operações com apoio dos comandos
Publicada em 25/09/2010 às 19h21m
Célia Costa

RIO - Uma câmera na mão, a arma ao alcance da outra e um roteiro que pode mudar (e muda mesmo) a qualquer momento. Assim tem sido o dia a dia dos policiais videomakers que, com equipamentos comprados com recursos próprios, têm documentado a guerra cotidiana contra o crime. Tanto na Polícia Civil quanto na Militar tem crescido o número de agentes que gravam operações policiais - que a imprensa, muitas vezes, não consegue registrar por questões de segurança. Alguns policiais já filmam até a movimentação de bandidos quando fazem campana, que, no vocabulário policial, significa vigiar.
Os vídeos, além de mostrar para a população a ação dos policiais, estão sendo usados também em cursos de formação de novos agentes. Dentro das corporações, o uso das câmeras não é oficial, mas os policiais cinegrafistas têm recebido apoio de seus comandos.
No Batalhão de Operações Especiais (Bope), a atuação dos videomakers não é oficial, mas o comando da tropa de elite já criou até um setor de comunicação. Lá, os policiais têm equipamentos para editar as imagens registradas nas operações. A câmera já tem até lugar garantido na mochila que o policial do Bope carrega quando está em ação.
Já existem casos em que essas filmagens resultaram em provas usadas no tribunal. Um investigador da Polícia Civil, hoje lotado na 13ªDP (Ipanema), com 12 anos na polícia, começou a usar sua câmera em 2005. Integrante da equipe da delegada Monique Vidal, o policial fez um vídeo em 2006 quando foi montada uma campana para flagrar o comércio de drogas numa das bocas de fumo do Morro Chapéu Mangueira, no Leme. A vigília culminou numa operação na favela, com intenso tiroteio e a prisão de vários traficantes. No julgamento de um deles, que foi condenado, o vídeo foi usado como prova.

Fonte: Jornal O Globo 26 de set 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

BOPE- Cientistas estudam cérebro de policiais


O que se passa na cabeça de um ‘caveira’? O alto índice de aproveitamento dos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) virou objeto de estudo de cientistas do Laboratório de Mapeamento Cerebral e Integração Sensório-Motora, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante dois anos, pesquisadores fizeram uma série de testes para avaliar a capacidade de ação de uma unidade de excelência e definir de que forma a neurociência contribuiria na formação dos PMs e até na prevenção de erros cometidos no desempenho de suas funções.
No trabalho desenvolvido de 2007 a 2009, com apoio do Instituto de Neurociências Aplicadas (INA) e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Faperj), sete tipos de treinamento foram realizados, usando equipamentos criados pelos próprios pesquisadores. “Com o estudo, podemos entender aspectos cerebrais de policiais e levá-los à melhor avaliação possível das situações, na tentativa de diminuir os índices de erros, como no caso do agente que confundiu a furadeira com uma arma”, explicou o professor Pedro Ribeiro, coordenador do projeto.

Na avaliação, os ‘caveiras’ mostraram que podem exercer diversas funções simultâneas, ativando várias áreas do cérebro, diferente de outras pessoas. Isso porque, com o treinamento, desenvolvem, entre outras coisas, percepção, raciocínio rápido e capacidade de tomar decisões em situações extremas. Tudo sem perder o controle emocional.

“Um policial de operações especiais tem de estar sempre pronto, não pode ser pego de surpresa. Raciocinar e antecipar uma situação em dois ou três segundos pode salvar sua vida. Não é paranoia, mas o ‘caveira’ formata seu cérebro para ficar atento 24 horas por dia”, define um major do batalhão, ressaltando que sua cabeça não descansa nem na folga. “Se estou tomando chope com amigos, por exemplo, fico pensando nas possibilidades de ocorrer um crime e como reagir. Ao volante, converso com a minha família, mas imagino o que pode dar errado e antecipo. Não posso arriscar discutir no trânsito e ser pego de surpresa”.

Os aparelhos empregados na pesquisa continuam em uso pelo Bope. Dois deles foram desenvolvidos especialmente para treinar os atiradores de elite: um pêndulo controlado por ondas de rádio testa a pontaria e a rapidez do sniper; no outro equipamento, o PM deve decidir rapidamente e atirar quando uma das quatro luzes acende ao lado do alvo. “Os sistemas são simples, mas muito eficazes. O estudo aprimorou o treinamento do Bope”, afirma o coronel Alberto Pinheiro Neto, comandante do batalhão na época da pesquisa.

A PM estuda estender a pesquisa neurocientífica a outras unidades. A ideia é introduzir os treinamentos nos cursos de formação para desenvolver a percepção dos policiais e diminuir os erros. Além disso, está em teste o estande virtual de tiro adquirido pela Secretaria de Segurança. Numa cabine de 360 graus, são reproduzidas situações reais para que os PMs testem suas reações diante do perigo.

Tecnologia e treino fazem a diferença
Numa semana em que vários tipos de deslizes cometidos por policiais militares vieram à tona e diante da necessidade de mudanças na conduta da tropa, o estudo conclui principalmente que a tecnologia aliada ao treinamento constante pode melhorar – e muito – o desempenho dos policiais.

“Boa parte das falhas que policiais cometem tem a ver com a questão do treinamento. Fizemos os testes com uma unidade que tem um grau de performance excelente, justamente para mostrar a diferença que essa capacitação exerce no desempenho do agente de segurança”, disse o professor Ribeiro, ressaltando que um treinamento rigoroso pode evitar os chamados desvios de conduta. “Um policial bem treinado também ganha mais consciência da importância do seu trabalho e das consequências de seus atos. Logo, ele tende a evitar os erros”, avalia o pesquisador.

Fonte: Terra